Glaucoma

O que é o glaucoma?

O glaucoma é uma doença que provoca diminuição progressiva do campo de visão, podendo levar à cegueira, nos casos mais avançados. Este dano ocorre através de lesão no nervo óptico, causado, principalmente, pelo aumento da pressão ocular.

Quais são os tipos de glaucoma?

Existem diversos tipos de glaucoma, dentre os quais, o glaucoma primário de ângulo aberto é o mais freqüente, representando cerca de 90% do total de casos. Os 10% restantes estão compostos por formas mais raras, como o glaucoma congênito, o glaucoma agudo e os glaucomas secundários.

Quais são os fatores de risco para o glaucoma?

O principal fator de risco para o glaucoma é o aumento da pressão intra-ocular. Além do aumento da pressão ocular, a história familiar também representa um fator de risco para o glaucoma. Assim, quem tem um parente com glaucoma apresenta maior risco de desenvolver esta doença, especialmente após os 40 anos. Outros fatores de risco são: cor de pele negra, diabetes, hipertensão arterial, miopia e uso prolongado de corticosteróides.

Quais são os sintomas do glaucoma?

O paciente com glaucoma não costuma apresentar sintomas, sendo fundamental a consulta com um médico oftalmologista para a detecção desta doença. Na consulta, o médico oftalmologista visualiza o nervo óptico (exame de fundoscopia) e mede a pressão ocular (exame de tonometria). Como a pressão ocular pode variar bastante ao longo do dia, várias medidas devem ser feitas para melhor avaliar os picos pressóricos.

Como o oftalmologista diagnostica o glaucoma?

Para o diagnóstico do glaucoma é fundamental que o paciente seja examinado por um médico oftalmologista. Durante a consulta médica, caso o nervo óptico apresente alterações ou se a pressão ocular estiver elevada, o paciente poderá ter glaucoma. Neste caso serão solicitados exames complementares, como o campo visual computadorizado, a curva diária de pressão ocular ou o teste de sobrecarga hídrica.

Embora a maioria dos casos de glaucoma apresente aumento da pressão ocular, também existem casos de glaucoma sem o aumento da mesma. Estes casos são chamados de glaucomas de pressão normal e representam cerca de 10 a 15% dos glaucomas de ângulo aberto.
Exames complementares:

O campo visual computadorizado é um exame que avalia a sensibilidade do olho em perceber estímulos luminosos, testados em diferentes posições do campo visual e com diferentes intensidades. Assim, este teste costuma estar alterado nos casos de glaucoma com perda significativa das fibras nervosas que compõem o nervo óptico.

Já o teste de sobrecarga hídrica avalia a variação da pressão ocular em resposta à ingestão de uma certa quantia de água em um determinado momento. Este teste tem a capacidade de gerar informação praticamente equiparável ao teste da curva diária de pressão ocular, o qual, por sua vez, avalia a variação da pressão ocular nos diferentes horários do dia e da noite.

Além do campo visual e dos testes acima mencionados, outro exame relevante nos casos suspeitos de glaucoma é a chamada paquimetria corneana. Este exame serve para medir a espessura da córnea e sua importância reside no fato de que a pressão ocular medida pelos métodos usuais (tonômetros de Perkins e de Goldman) sofre influência da espessura corneana. Assim, córneas mais espessas poderão gerar resultados de pressão ocular falsamente aumentados, enquanto córneas muito finas levarão a resultados falsamente baixos.

Como é o tratamento do glaucoma?

O objetivo do tratamento do glaucoma é reduzir a pressão ocular, diminuindo a progressão do dano ao campo de visão. O principal fator relacionado com o aumento da pressão ocular é a quantidade de humor aquoso (líquido parecido com o plasma sangüíneo) presente dentro do olho. Assim, a redução da pressão ocular pode ser alcançada pela diminuição da produção ou pelo aumento do escoamento do humor aquoso. Isto, por sua vez, pode ser obtido através do uso de colírios específicos, cuja escolha leva em consideração as características de cada paciente.

Quando este objetivo de redução da pressão ocular não é alcançado apenas com colírios, pode-se recorrer ao tratamento cirúrgico. A cirurgia mais usual nos casos de glaucoma primário de ângulo aberto é a chamada trabeculectomia. Nesta cirurgia, é construída uma espécie de válvula no olho afetado pelo glaucoma, de modo a permitir o escape do excesso de humor aquoso. Caso esta cirurgia também não funcione adequadamente, outras cirurgias podem ser feitas, como o implante de válvulas artificiais, a fim de facilitar a drenagem do humor aquoso.

Consulte seu oftalmologista regularmente e lembre-se que a prevenção é sempre a melhor estratégia.

 

Existe somente um tipo de glaucoma?

Não. A classificação do glaucoma é complexa, existindo cerca de 20 diferentes tipos. Em torno de 80% dos casos de glaucoma enquadram-se no chamado glaucoma primário de ângulo aberto.O glaucoma primário de ângulo aberto não apresenta sintomas, portanto somente o exame oftalmológico completo, feito pelo médico oftalmologista, pode identificá-lo.

 

Quais são os sintomas do glaucoma?

O glaucoma é uma doença silenciosa, ou seja, não apresenta sintomas (exceto alguns subtipos menos comuns). Esse é um dos principais fatores determinantes da morbidade da doença, uma vez que, por não apresentar sintomas, se o exame oftalmológico não for realizado periodicamente o diagnóstico da doença não será feito e o paciente só chegará ao consultório do oftalmologista quando a doença alcançar um estágio avançado.

 

O que é o campo visual?

Vários aspectos da visão podem ser mensurados. O mais conhecido é o teste da acuidade visual central, que é realizado no famoso “teste das letrinhas”. Existem várias tabelas deste tipo, como a tabela de Snellen, a tabela do ETDRS e tantas outras.

Teste de acuidade visual central.


Outras características da visão seriam a sensibilidade ao contraste, a visão de cores e o campo visual. O campo visual é a amplitude espacial da percepção visual.   O campo visual é mapeado testando-se a sensibilidade a um estimulo luminoso deslocado ponto a ponto em frente aos olhos do paciente.

O campo visual.


Consigo ler placas a uma longa distância. Posso ainda assim ter glaucoma?

Sim. O glaucoma caracteriza-se por uma perda gradual do campo visual (e não da acuidade visual central). Essa perda do campo visual inicia-se pela periferia, e evolui lentamente em direção ao centro, poupando a visão central até estágios avançados da doença. Por manter a visão central o glaucoma só vai afetar a acuidade visual em estágios muito avançados. Essa é a grande “armadilha” da doença. A pessoa não percebe essa perda gradual da visão periférica, e uma vez que tenha uma boa visão central, acredita que não haja nenhuma alteração em seus olhos. Sem diagnóstico e tratamento o glaucoma segue lentamente avançando.

Campo visual normal                               Campo visual diminuído pelo glaucoma

 

Glaucoma é sinônimo de pressão intra-ocular elevada (e vice-versa)?

Não. Existem casos onde o paciente apresenta o nervo óptico com aspecto atrofiado, defeitos no campo de visão e ainda assim a pressão ocular encontra-se normal. Classificamos esses casos como glaucoma de pressão normal. Também existem casos onde a pressão intra-ocular apresenta-se sempre alta e ainda assim o nervo óptico não sofre atrofia e o campo de visão permanece normal. Essa situação é classificada como “hipertensão ocular”. A decisão de tratar ou não a hipertensão ocular depende de uma analise criteriosa de vários fatores particulares a cada paciente.

1 Comentário

  1. […] pressão ocular poderá gerar problemas, especialmente ao nervo óptico, como ocorre nos casos de glaucoma, por […]

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